quinta-feira, 29 de março de 2012

Enquanto isso, o feminismo funkeiro...

Todos nós já ouvimos - ao menos uma vez, ainda que sem querer - alguma pérola do funk carioca. Abdicando de qualquer espécie de melodia harmônica, reduzindo-se a uma batida constante, os MC's têm descido cada vez mais o nível de suas letras... Os MC's e as MC's. Estas parecem afirmar certa "independência", "modernidade" e "força de caráter" ao esparramar um vocabulário baixo e que na verdade desvaloriza elas mesmas. Mas que tipo de afirmação da mulher é essa?
Emma Goldman, uma anarquista e feminista norteamericana (há um bom artigo sobre ela aqui), é autora de uma frase mais ou menos assim: "Se não posso dançar na sua revolução, não quero participar dela." Penso eu: que tipo de revolução feminina se faz com os funks que ouvimos tantas mulheres cantar e dançar? A meu ver, com essas "músicas" só se faz regressão.
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