domingo, 27 de novembro de 2011

Arrumando a casa...

Fim de ano é época de dar uma boa faxina em casa para deixá-la preparada para o Natal. É ótima ocasião também para arrumar a nossa "casa interior", e nos preparamos para receber dignamente o Menino Deus que chegará. 
Um bom começo são as "gavetas" da nossa memória: que lembranças desse ano devem ser guardadas para sempre? Quais devem ser jogadas fora, porque só nos provocam sentimentos de rancor? Também é importante organizar os nossos "papéis". Aqueles planos que fizemos, conseguimos realizar? Os bons propósitos estabelecidos, fomos capazes de cumprir?
Uma olhada no "guarda-roupa" da nossa alma nos permitirá grandes descobertas! Algumas vestimentas que nos cairiam muito bem - a humildade, a sinceridade, a paciência, a caridade - podem ter ficado esquecidas lá no fundo, sem nunca serem usadas. Que tal estrear o novo ano com elas? Outros acessórios, é melhor descartar: será que muitas vezes não nos servimos de máscaras, para não revelar quem realmente somos?
Por último, nada melhor que um cheiro de limpeza e uma decoração harmoniosa. Precisamos limpar o coração das impurezas acumuladas - pecados, imperfeições, defeitos não vencidos - e adorná-lo com as melhores virtudes (ou, ao menos, o esforço de cultivá-las). 
Numa casa assim arrumada, com certeza Jesus se sentirá bem acolhido, nessa noite em que não houve para Ele lugar em nenhuma das moradias de Belém. Ainda: que nos habituemos a dar essas "faxinas" sempre que preciso, não só no Natal, para que Ele sempre tenha espaço privilegiado em nossa vida.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Então serás feliz!

É bonito como Jesus sabia aproveitar cada ocasião simples para ensinar algo importante. Acontece que um dia, convidado a uma refeição na casa de um fariseu, usa a oportunidade para falar sobre a lógica da gratuidade que deve mover nossas boas ações (cf. Lc 14,12-14). Ele pede que as façamos exatamente a quem não nos pode retribuir o favor! É bem verdade que costumamos fazer o contrário... Porque é muito mais fácil ser bom com quem é bom conosco, fazer um favor a quem nos agradece, amar a quem nos ama. Difícil é lidar com a ingratidão, o não reconhecimento, a dureza de coração. Disse um sacerdote certa vez: “Fraternidade com quem é amigo é ótimo. Fraternidade com quem nos custa é cristianismo.”
Além disso, pensemos que o não retribuir nem sempre é falta de querer; há pessoas que simplesmente não podem. Afinal, ninguém pode dar aquilo que não tem. Assim como os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos, que não têm meios para dar um banquete de agradecimento a quem os convidou primeiro, muitos são os deficientes de amor, os carentes de conhecimento de Deus, os cegos de alma. Não devemos esperar que retribuam nosso amor, mas num esforço heroico, precisamos dar-lhes aquilo que ainda não têm.
E o que ganhamos com isso? Seremos felizes, diz Jesus! Porque teremos um coração que ama livremente, sem esperar angustiado um favor devido, um amor correspondido. E viveremos a esperança de receber a recompensa do Único que pode de fato nos dar tudo, porque possui tudo: o próprio Deus, na eternidade!
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