sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sofrimento, paciência e santidade

"Todos nós padecemos suficientemente para sermos santos, se o soubermos fazer corajosamente e por motivos sobrenaturais." (Ad. Tanquerey)
Novamente, o sofrimento. Mas gostaria de pensá-lo hoje a partir da frase acima, que o autor utiliza para falar sobre a virtude da paciência (cf. Compêndio de Teologia ascética e mística, "Das virtudes morais").
Como já disse antes (aqui), a santidade não é fruto imediato do sofrimento. Ela virá do crescimento que ele proporciona, se bem vivido. Assim sendo, reflito sobre os três elementos da frase de Tanquerey:
a) todos padecemos o bastante para sermos santos - O padecer é parte inalienável da vida humana; em cada Salve Rainha afirmamos que vivemos num "vale de lágrimas". É fato que todos padecemos, pela doença, pela dificuldade financeira, pela perseguição, pela espera, pela decepção... Como exergamos essas situações? Como castigos do Senhor? Como injustiças do Criador (cujos atributos incluem ser infinitamente justo)? Como percebemos as dores que Deus nos permite viver? Tudo começa aí: no olhar que lançamos sobre nossa própria vida, nossa história. O olhar cristão não será pessimista nem artificialmente otimista. Saberá reconhecer a realidade da dor, mas também será capaz de enxergar, além dela, a esperança e a oportunidade de ser santo. Se padecemos o suficientemente para sermos santos é porque o processo de amadurecimento e de conversão passa pelo sofrer. Como o ouro, que é purificado pelo fogo; como o metal que e forjado no calor. "No sofrimento está como que contido um particular
apelo à virtude que o homem por seu turno deve exercitar. É a virtude da perseverança em suportar tudo aquilo que incomoda e faz doer. " (João Paulo II, Salvifici Doloris)
Continua...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Frases...

Não coloques o teu “eu” na tua saúde, no teu nome, na tua carreira, na tua ocupação, em cada passo que dás... Que coisa tão aborrecida! Pareces ter esquecido que “tu” não tens nada, que tudo é dEle. Quando ao longo do dia te sentires – talvez sem razão – humilhado; quando julgares que o teu critério deveria prevalecer; quando notares que em cada instante borbulha o teu “eu”, o teu, o teu, o teu... convece-te de que estás matando o tempo, e de que estás precisando que “matem” o teu egoísmo. (S. Josemaría Escrivá, Forja, 1050)
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