segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Dizei uma só palavra...


"Quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 'Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia'. Jesus respondeu: 'Vou curá-lo'. O oficial disse: 'Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. Pois eu também sou subordinado e tenho soldados sob minhas ordens. E digo a um:'Vai!', e ele vai; e a outro: 'Vem!', e ele vem; e digo a meu escravo: 'Faze isto!', e ele o faz'. Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado..." (Mt 8,5-10)
As palavras de fé ditas pelo oficial romano são repetidas por nós em cada Missa: "Senhor, eu não sou digno... mas dizei uma palavra..." É uma afirmação de nossa fé, a partir do exemplo deste homem. O que me parece mais interessante em tal testemunho de fé é a sua convicção. O oficial não precisa fazer um esforço mental ou espiritual para crer. Parece-lhe tão óbvio que Jesus tenha o poder de curar apenas por sua palavra... É algo tão simples como o poder que ele tem de dar ordens a seus empregados e ser obedecido. E ele era pagão! Mas sabia, reconhecia quem era Jesus: começa o diálogo chamando-o de Senhor.
Enquanto aos discípulos foi necessário um tempo para perceber isso... enquanto lhes era preciso dizer: "Aumenta-nos a fé!" (Lc 17,5)
A importante pergunta de Jesus feita aos apóstolos em outro momento, "e vós, quem dizeis que eu sou?" (Lc 9,20), é respondida pelo oficial com sua declaração de fé. E nós, quem dizemos que Ele é? Compreendemos tão claramente quanto este pagão? A resposta é essencial para que nosso testemunho de fé seja tão convicto quanto o dele.
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