sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O coração, o fel e o fígado

"Entretanto, Tobias interrogou o anjo: 'Azarias, meu irmão, peço-te que me digas qual é a virtude curativa dessas partes do peixe que me mandaste guardar'." (Tb 6,7)
Muitas vezes, nos deparamos com situações em nossas vidas cujo sentido não compreendemos; perguntamo-nos por que Deus dispôs as coisas daquela forma. Assim como Tobias, a princípio, não via nenhuma utilidade em guardar para si o coração, o fel e o fígado do peixe que sobre ele se atirara no rio. Mas, obedecendo ao anjo, pôde depois constatar que esses elementos eram "presentes" da providência divina, que o ajudaram a curar seu pai da cegueira e a casar-se com Sara.
Ora, tenhamos o mesmo olhar de fé e confiança com relação às coisas que se apresentam diante de nós diariamente: elas podem ser agradáveis como a carne do peixe que Tobias assou para comer; ou amargas como o fel que serviu de remédio a seu pai. Não importa - o Senhor sabe como delas dispor!
Filhos e filhas muito amados, sabemos que tudo concorre para o bem dos que amam a Deus.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Sacerdotes para a eternidade


"O sacerdócio leva a servir a Deus num estado que, em si mesmo, não é melhor nem pior do que os outros; é diferente. Mas a vocação de sacerdote aparece revestida duma dignidade e duma grandeza que nada na terra supera". (São Josemaría Escrivá, Sacerdote para a eternidade)
A Igreja tem nos convocado a refletir sobre a importância de que fiéis leigos e padres orem pela santificação dos nossos sacerdotes. Por isso, instituiu o ano sacerdotal, como apelo a que cresça em nós a consciência da dignidade desta vocação. Como as outras vocações, o sacerdócio é chamado de Deus em primeiro lugar, mas também depende da oração, do amor, do sacrifício e do empenho daquele que é chamado; não basta querer ser sacerdote: é preciso querer ser santo.
E a nós, cristãos, é necessário reconhecer igualmente a grandeza de que se reveste a vocação sacerdotal. É por amor que Cristo se faz presente em homens tão limitados, para por meio deles pregar, batizar, absolver dos pecados e, sobretudo, dar-se a nós como alimento na Eucaristia. Essa consciência nos deve gerar uma atitude de respeito pelos sacerdotes, de gratidão, mas principalmente de oração. "Não deixeis de pedir, por eles, para que sejam sempre sacerdotes fiéis, piedosos, doutos, entregues, alegres! Encomendai-os especialmente a Santa Maria, que torna ainda mais generosa a sua solicitude de Mãe com aqueles que se empenham, para toda a vida, em servir de perto o seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, Sacerdote Eterno". (Idem)

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