quinta-feira, 13 de outubro de 2011

"Nas criaturas todas...

somente a Vós buscamos" (Hino das Vésperas da III Sexta-feira) 
Durante os dias em que participamos da Jornada Mundial da Juventude, uma frase perseguiu a mim e alguns amigos em todo lugar a que íamos: "A quem procurais?" (cf. Jo 18,4). 
De fato, sempre buscamos algo que seja suficientemente grande para completar-nos, para saciar a sede de nosso coração. Porém, essa sede é de "infinito", de modo que nada que um dia acabe poderá nos satisfazer plenamente. Que triste é quando fazemos das coisas que passam o sentido de nossa vida! O trabalho, as pessoas, as riquezas, os sentimentos... são importantes, mas não são o que nosso coração realmente precisa!
Diz São Paulo a respeito dos pagãos que buscavam a sabedoria dos homens: "alardeando sabedoria, tornaram-se ignorantes e trocaram a glória do Deus incorruptível por uma figura ou imagem de seres corruptíveis: homens, pássaros, quadrúpedes, répteis. Trocaram a verdade de Deus pela mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, que é bendito para sempre." (Rm 1,22-23.25) Trocamos a verdade pela mentira quando colocamos Deus num segundo plano, em favor do que é menos importante; quando veneramos as coisas que, mesmo sendo boas, não são Deus!
Precisamos reconhecer, como o salmista, que "toda perfeição tem seu limite" e que "só a Aliança do Senhor é infinita" (cf. Sl 119,96). Só Ele é imutável, e por isso, é o único que pode saciar nossa sede de infinito, completar nosso coração. Vivamos com os bens que passam como quem não precisa deles. Que eles não sejam nosso fim último, mas nos conduzam ao Bem Maior: os amigos, os trabalhos, os bens materiais, sejam para nós apenas meios de melhor servir e amar ao Senhor. Ainda que disso não tenhamos consciência, nas criaturas todas, é a Deus que buscamos.

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