segunda-feira, 23 de maio de 2011

Onde foram parar?

Ontem voltei para casa no ônibus embalada pela trilha sonora de um funk que eu nunca desejaria ouvir. Não é a primeira vez, e acredito que qualquer um que ande de ônibus já tenha passado por isso. Acontece que na entrada do veículo há um aviso de que é proibido escutar música em seu interior.
Acabo de ouvir a Ana Maria Braga fazer comentários em seu programa acerca de uma jovem entrevistada, que possui 33 piercings, mais uma série de tatuagens pelo corpo e um par de chifres de metal implantados na cabeça. Algumas das palavras da apresentadora foram "bacana", "muito bonita" e "sente-se mais poderosa assim".
Durante essa semana, várias vezes conversei com meus colegas de trabalho sobre o desinteresse, a falta de respeito e as limitações caligráficas dos alunos. Esses são assuntos padrão na sala dos professores.

Meus pais foram bons educadores. Não estudaram psicologia freudiana; não tinham noções de direito civil e familiar; não tinham ensino superior. Mas me ensinaram que algumas músicas são desrespeitosas e denigrem a mulher; que é falta de educação falar quando outra pessoa está falando; que professores e autoridades devem ser respeitados; que estudar era minha única tarefa e, portanto, tirar notas boas não era mais que minha obrigação; que não é bonito marcar e furar meu corpo, ou usar entorpecentes para parecer "bacana" ou ser igual a meus colegas.
Pergunto-me perplexa: onde foram parar certos valores que eu e outros amigos aprendemos quando crianças? Penso que o mundo seria melhor com eles! Se alguém os encontrar, por favor, me avise...

2 comentários:

  1. Esses valores podem ser encontrados nas famílias cristãs e também nas famílias de boa vontade que nos cercam, Roberta. O problema - enorme! - é que estamos cercados por um tipo de governante (judiciário, executivo e legislativo) que, penso, jamais foi tão ruim; além disso, a mídia tem se esforçado por estar no nível desses governantes. Acho que novamente o Papa tem razão: temos que tomar as rédeas do poder civil. Temos que arriscar-nos nestas paragens.

    Viva Cristo Rei!!!

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  2. Tem razão, Robson... devemos ser a referência onde as pessoas possam encontrar esses valores escondidos. Mas às vezes me sinto num mundo doente que se recusa a tomar o remédio, como criança teimosa. Rejeita e rechaça exatamente aquilo que pode curá-lo... Mas não perderei as esperanças! Sempre fico um pouco receosa quanto a tomarmos as rédeas do poder; parece que ele é capaz de corromper qualquer um! Como você disse, trata-se de arriscar-nos nessas paragens.

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