segunda-feira, 30 de maio de 2011

Jair Bolsonaro e a caricatura dos cristãos

O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) tem sido manchete frequente na mídia. Polêmico por suas frases e posicionamentos políticos e morais, ele é caracterizado como racista, homofóbico, retrógrado, defensor da ditadura e outras coisas mais. Bom, não pretendo defendê-lo nesse artigo, não se assustem. O que me incomoda é a forma como ele se tornou a nova figura usada para fazer caricatura dos cristãos. Como?
Bem, quando se vai falar sobre legalização do aborto, quais são os dois estereótipos que os defensores desse crime apresentam? De um lado, a mulher, batalhadora, sofrida, minorizada pela sociedade, vítima de violência sexual, grávida de uma vida que "não deseja"; de outro, um padre (homem, celibatário, pertencente a uma "instituição misógina e inquisidora"...).
A regra do jogo tem funcionado também para a questão da homofobia. É quase uma fórmula de lógica: Jair Bolsonaro é contra o PL 122 / O mesmo deputado é a favor da ditadura e outras coisas mais / Logo, quem é contra o PL 122 é a favor da ditadura, da homofobia, do racismo, etc, etc, etc. Assim, quando o cristão se declara contrário a medidas políticas que agridem a família, a ele são imediatamente associadas todas essas outras opiniões pertencentes às figuras caricatas que a mídia cria.
Conclusão: todos podem ter liberdade de expressão (exceto os católicos); deve-se lutar pela liberdade religiosa (excluindo-se, é claro, os católicos); não se deve difamar a imagem de ninguém, principalmente de figuras religiosamente significativas (ah, sim, mas podem ridicularizar Jesus, Maria, o papa, sem escrúpulo algum de consciência).
Louvado seja Deus! "Não vos admireis, irmãos, se o mundo vos odeia." (I Jo 3,13)

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