terça-feira, 29 de março de 2011

Nenhum povo recebeu tanto carinho!

Em tempo de não deixar o mês de março sem uma postagem - não faltam ideias, difícil é colocá-las "no papel" - faço minhas as palavras de um salmo que, a meu ver, deve ser a expressão de gratidão de todo aquele que se reconhece amado por Deus, parte de uma humanidade por quem Ele se desdobra em cuidados. E, que conveniente pode parecer falar sobre gratidão pelos cuidados de Deus em tempos "tão difíceis e angustiosos" como estes que vivemos. (João Paulo II, Mens. para o 60º Dia de Oração pelas Vocações)
Quero chamar a atenção para o fato de que, mesmo nas dificuldades da vida particular ou social, Deus não deixa de cuidar de nós. Penso em minha própria experiência, e em todas as vezes que os problemas foram superados com a força da oração. Ou quando, na dúvida e até no desalento, Ele me conduziu na melhor direção a seguir. Quantas vezes escapei ilesa de uma situação de perigo. E mesmo nas dificuldades familiares ou financeiras: nunca faltou o necessário material e nem a força interior para lutar.
Numa escala maior, o Senhor zela dia e noite pela vida humana e por toda a criação. Cada vida que nasce manifesta um cuidado do seu amor renovador, e traz esperança ao homem. Os acontecimentos ruins e as más ações das pessoas não são contraditórios com esse cuidado divino. Pelo contrário, são expressões do seu amor verdadeiro, que não limita a liberdade da humanidade nem da criação como um todo. Ainda assim, Deus tem o poder tirar algum bem de cada mal que permite acontecer. Quando o egoísmo gera miséria, Ele suscita no coração humano a compaixão. Quando as imperfeições da natureza ou as intervenções humanas geram catástrofes, mostra caminhos de ajuda mútua, superação e iniciativas de preservação da natureza.
Basta olhar cada detalhe do mundo que nos cerca e da nossa própria história para perceber que tudo canta os louvores desse Deus! De fato, "quem pode comparar-se ao nosso Deus"? Embora tenha "no alto céu... o seu trono", Ele "se inclina para olhar o céu e a terra". Não somente isso, Ele age no mundo, e por meio de nossos braços e nosso coração, "levanta da poeira o indigente" e "do lixo... retira o pobrezinho". (cf. Sl 112, 5-7) Só de sabermos que Aquele que não precisa de nós "perde seu tempo" pensando em nós, já podemos nos considerar grandes privilegiados!

O que digo, na verdade, é uma centelha, diante da grandeza dessa realidade. Talvez possa voltar a falar sobre isso adiante (como tantas vezes retomei o tema do sofrimento). Mas, por ora, convido a rezar o Salmo 147, que inspirou este post:
Glorifica o Senhor, Jerusalém!
Ó Sião, canta louvores ao teu Deus!
Pois reforçou com segurança as tuas portas,
e os teus filhos em teu seio abençoou;
a paz em teus limites garantiu
e te dá como alimento a flor do trigo.
Ele envia suas ordens para a terra,
e a palavra que ele diz corre veloz;
ele faz cair a neve como lã 
e espalha a geada como cinza.
Como de pão lança as migalhas do granizo,
a seu frio as águas ficam congeladas.
Ele envia sua palavra e as derrete,
sopra o vento e de novo as águas correm.
Anuncia a Jacó sua palavra,
seus preceitos e suas leis a Israel.
Nenhum povo recebeu tanto carinho,
a nenhum outro revelou os seus preceitos. 

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