segunda-feira, 28 de junho de 2010

Obedecer por quê?

Dos três votos professados pelos consagrados em alguma ordem ou congregação religiosa, aprendi que o mais difícil não é o de castidade ou o de pobreza, senão o de obediência. Pois, enquanto viver o celibato e o desapego dos bens consiste em renunciar a posses ou prazeres, viver a obediência aos superiores é renunciar a si mesmo. Ato de verdadeiro amor!
Mas não só obrigação dos consagrados, a sábia obediência é também virtude recomendável a cada um que deseja seguir o Cristo - aquele que nos chama a "renunciar si mesmo e tomar a sua cruz de cada dia" (cf. Mt 16,24). Obediência que não é simplesmente realizar o que outro manda...


Creio que começa num reconhecimento daqueles que sobre nós tem alguma autoridade: familiar, hierárquica, eclesial. Esta atitude gera então postura respeitosa de acolher com humildade uma ordem ou conselho e sugerir caridosamente outros caminhos ou pontos de vista quando necessário.


Na sociedade que prega a liberdade sob a ótica da total ausência de regras ou deveres, falar de obediência pode parecer cega loucura. Mais que isso: é de fato imitar Jesus, que obedeceu "até a morte, e morte de cruz" (Fl 2,8). E assim conhecer a verdadeira liberdade, que é não ser aprisionado pelas vontades que nos impedem de voar ao encontro de Deus.

2 comentários:

  1. Muito Bom, Roberta!
    Acrescento ainda algo:
    A experiência mostra que, quando obedecemos, ainda que pareça que não vai dar certo, ou que não é a melhor opção, vemos, no fim, que dá certo e é a melhor opção. A vontade de Deus está sim na vontade do superior. Quando fazemos diferente, geralmente não dá certo ou não é a melhor opção.

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  2. Sim, Adriano, já fiz essa experiência! É incrível como percebemos (pela obediência ou pela consequência da desobediência) que na vontade do superior está a vontade de Deus. Abraço!

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